Rota do Sado


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Com partida no Montijo, e temperaturas de 3ºC, partimos em busca dos trilhos que serpenteiam o rio Sado. Fomos à procura de novos trilhos, e o que encontramos foi uma verdadeira aventura fora de estrada. É certo, tivemos algumas dificuldades técnicas, e inclusivé foi preciso retirar a lama dos pára lamas dianteiros à mão. Houve água pelo caminho, arrozais, travessias de canais de rega, pontes abandonadas e também deu para escolhermos um borrego para o Natal. E como não poderia faltar, uma boa Cabidela pela mão do Sr. Coelho, em Santa Susana, casa da qual já somos clientes habituais nestes passeios fora de estrada. Aos suspeitos dos costume, juntaram-se o Alexandre Murteira e o Filipe Matos.

 

 

O passeio teve início as bombas da BP, no Montijo, mas foi apenas em Rio Frio que nos fizemos à terra. Os trilhos nesta parte são rápidos, e depressa estavamos a chegar à Gâmbia. O azimute estava apontado para sul, e tínhamos acabado de encontrar o primeiro obstáculo: uma ponte improvisada de paletes fazia a pequena ligação até uma outra ponte, fechada ao trânsito, que nos iria levar ao início do troço do estuário.

  

  

  

  

Do outro lado a exploração continuava, entre gado bravo, portões e rebanhos de ovelha, o trilho continuava convidativo, com secções rápidas intercaladas de passagens técnicas. A lama começava a fazer parte integrante do percurso, e entre arrozais e canais de rega fomos progredindo em direção a Álcacer do Sal.

 

  

 

  

 

  

O trilho continua até ás portas de Álcacer, e a partir daí temos a ligação até Santa Susana, já nosso conhecido. As chuvas da semana passada não foram suficientes para abastecer a barragem do Pego do Altar, contudo o terreno oferecia agora uma panóplia de condições ideais à prática do todo o terreno. Mais uma vez, o Armando mostrou as suas valências e tirou umas boas chapas à malta.

 

  

Sujos e cansados, fomos novamente bem recebidos pelo Sr. Coelho, que nos preparou uma cabidela a preceito. E como estamos no Natal, usámos as CRFs e XRVs numa nova modalidade, num esforço para conseguir o melhor borrego para as festividades desta época natalícia: moto-pastoragem!

Feliz Natal!

Filipe Guerra

Nascido e criado na Margem Sul. Nas horas vagas dedica-se a explorar outras paragens. Quis tirar uma Licenciatura com Mestrado Integrado em BTT, não havia, então licenciou-se em Eng. Informática. Hoje em dia dedica-se a que existam menos ataques cardíacos por causa do SAP. Já teve várias bicicletas, e algumas motas, entre elas: PCX, NC700XD, VFR800X Crossunner e CRF1000L Africa Twin.