Traveler’s Event 2017

CRF1000L Africa Twin Avis

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Foi a convite do Rui Baltazar que aceitamos o desafio de líderar o passeio fora de estrada de nível 1 do Traverler’s Event da sw-motech de 2017, 10ª edição.

O Percurso

O percurso em si deveria ser fácil o suficiente para quem iria andar pela primeira vez fora de estrada, contudo oferecer diversidade suficiente de condições de terreno. Duas semanas antes do evento fomos até Avis realizar o percurso preconizado pelo Rui, que já estava bastante completo. Neste reconhecimento apenas traçamos uma alternativa a uma zona mais complicada por estradão, e outra por alcatrão. Na parte final do percurso andámos dentro da barragem do Maranhão, e imediatamente ficámos com ideias.

A Preparação

Na sexta feira, pelas 17h00, o Nuno Leotte ofereceu aos participantes do Traveler’s Event a possibilidade de participarem numa formação de offroad, ministrada por ele mesmo. Esta formação contemplou as técnicas básicas de condução fora de estrada, como a tão importante posição do corpo e como travar eficientemente. Controlados os básicos, falou-se também em power slides controladas e derrapagens, e como bom professor que é, o Nuno deixou os iniciados com vontade de meter em prática tudo aquilo que aprenderam, já no dia seguinte durante o passeio de Nível 1.

A Areia, os Regos, a Lama e a Gravilha

No Sábado de manhã estávamos todos prontos para dar início ao passeio, pequeno almoço tomado e pressão dos pneus reduzida para o fora de estrada. Muito nervosismo e também muito entusiasmo, mas sobretudo boa disposição. O Pedro Saragoça fechava o grupo, garantindo que ninguém ficava para trás, enquanto que eu fui na frente, alertando para os perigos no percurso e zonas mais complicadas. Ao início conseguimos manter uma boa coesão, mas após o primeiro troço com mais areia, começavamos a dividir o grupo em dois, e assim mantivemos dois ritmos diferentes, para que todos tivessemum passeio agradável.

O primeiro troço era composto por um percurso sinuoso, com muitos buracos e alguma areia, mas muito divertido. Foi notória a evolução de quem tinha participado na formação do dia anterior com o Nuno, e hoje estavam claramente a divertir-se imenso rabiando em todas as curvas.

Nos troços seguintes tivemos a oportunidade de subir e descer algumas pendentes com regos e cascalho, e com muito orgulho observava pelo retrovisor este grupo maravilhosamente a conquistar cada obstáculo que lhes era apresentado. O percurso em si nutrido de beleza natural levou-nos por caminhos verdejantes que acompanhavam rios, canais de rega e a barragem do Maranhão, mas foi ao atravessar um milheiral que tivemos a melhor surpresa de todas: o pivot estava ligado e a regar, pelo que depois de sermos refrescados encontramos 50 metros de lama bem molhada e escorregadia. Uma vez mais, com grande confiança, o grupo atravessou sem problemas, com exceção de uma pequena escorregadela do pneu da frente que levou a queda. Felizmente sem danos materiais nem para o piloto, que muito se aventurava na sua CRF1000L com pneus de origem. Uma paragem para repor a calma, e continuamos o percurso fantástico por trilhos que agora mudavam para curvas apertadas, raízes e piso duro com subidas alucinantes.

Em cada paragem o feedback era positivo, e os sorrisos abertos. A próxima parte do percurso seria a barragem, e para que tivessemos todos, paramos no restaurante o Montinho, onde a imperial é bem tirada e os torresmos sempre acabados de fazer, e esperamos pelo Pedro e o seu grupo. Trocamos opiniões, apanhamos o Armando e o Valério, e arrancamos para a barragem, o último troço do percurso onde tínhamos preparado uma surpresa – uma sessão fotográfica profissional, cortesia do Armando.

Na Barragem do Maranhão

O percurso até à barragem foi feito em ritmo bastante alegre, e os single tracks que intercalavam com terreno técnico, desapareciam debaixo das CRF como se fossem alcatrão. Nesta altura já ninguém tinha dúvida das capacidades desta grande mota, nem da facilidade com que mau terreno é ultrapassado. O clima era de euforia.

Chegada à barragem, o Armando encostou a mota, tirou a máquina da mochila e deixamos as CRF fazer aquilo que elas fazem melhor.

Vejam as fotos!

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Filipe Guerra

Nascido e criado na Margem Sul. Nas horas vagas dedica-se a explorar outras paragens. Quis tirar uma Licenciatura com Mestrado Integrado em BTT, não havia, então licenciou-se em Eng. Informática. Hoje em dia dedica-se a que existam menos ataques cardíacos por causa do SAP. Já teve várias bicicletas, e algumas motas, entre elas: PCX, NC700XD, VFR800X Crossunner e CRF1000L Africa Twin.